A eternidade diária do amor verdadeiro

O encontro do amor, a flor que todo mundo quer cheirar, talvez este seja o maior desejo de homens e mulheres. De repente, acontece e você embarca na aventura do relacionamento. O que desejam aqueles que entram na aventura? Certamente, todos almejam experimentar a sensação de flutuar com o beijo, tremular ao sentir o toque, mas o que nos liga a esta ou àquela pessoa? A beleza, o sorriso, o charme? A inteligência, a integridade, a conta bancária? Já ouvi uma mulher dizer que os sapatos usados pelo futuro marido lhe foram irresistíveis… Alguns dizem “o jeito de menino indefeso”,  o “jeito protetor”, o” jeito firme”, enfim, a expressão “jeito” pode indicar diferentes coisas.

Alguns têm o desejo de formar com ele/a a própria família,  encontrar um pai ou uma mãe para os filhos, mas o que desejamos do nosso parceiro? Ninguém tem muita clareza a respeito. “A felicidade”, eis uma resposta bastante ouvida, bem, mas no quê consistiria isso? Um céu aqui na terra? Como ela ocorre no convívio diário, ao descobrir que o/a amado/a ronca, chega suado/a em casa depois de um dia de trabalho? Como ela ocorre depois de ver uma cara amassada, barbada ou sem maquiagem todas as manhãs? Como ela acontece a despeito do alto de louça para lavar e das camisas para passar? Como ela se dá quando o tempero da comida começa a cansar e aparece a vontade de fazer uma boquinha na padaria ou esticar no happy hour com os amigos?

Rompe-se o  idílio imaginado e alguns logo pensam “me enganei, não era amor verdadeiro” e caem fora, a fazer a fila andar; estes idealizam os relacionamentos, sem se dar conta que buscam aquele happy end dos contos de fadas, quando a princesa permanecia divina e o príncipe lindo e charmoso por toda a eternidade. Muitos entram e saem de relacionamentos revivendo as mesmas experiências, sem saber por quê… Outros se cansam, fechando as portas, “melhor sós do que mal acompanhados”, pensam… Alguns persistem na busca abandonando as idealizações em seus novos relacionamentos, cai a ficha de que eu posso não estar sempre certo, de que preciso ver e respeitar o outro, enfim, percebendo-se humanos e também a humanidade do/a companheiro/a, continuando a amá-lo assim mesmo; grande passo na caminhada, um saudável amadurecimento.

O que se busca no outro, certamente é inconsciente, mas consciente deve ser o aprendizado que a idealização do eu (ou do outro) não é saudável e que se a experiência começa a se repetir, é melhor desconfiar que há alguma coisa errada comigo, não com o mundo….

É certo que as pessoas querem o amor e os relacionamentos, contudo o que nos atrai também nos assusta. Existem muitos medos para encarar a vida a dois, os egos querem se manter no comando, resistem e criam defesas. O casamento é esta grande caminhada a dois rumo ao desconhecido, inclusive de nós mesmos. Feliz daquele que se permite entrar neste caminho.

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