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Jung, o tarô e o círculo

Compartilho esta ideia de um autor que há anos me acompanha.

Para trilhar a jornada da vida, não raro, mergulho neste estudo.

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Sonhos, as conversas com o nosso inconsciente

Muitas pessoas não se lembram do que sonham, outras acordam assustadas com as imagens que aparecem. Eu tinha um sonho recorrente, estava no alto das montanhas, à beira de um precipício, lutava para não cair, sempre me segurava de algum jeito. Nossa, era muito ruim! Há pessoas que se sonham perseguidas por monstros, outras, inclusive muito tranquilas, sonham que batem feio em alguém. Outra imagem que aparece é a morte. Sabemos que a morte faz parte da vida, mas ninguém quer dormir e sonhar com ela, pior é quando se trata de alguém conhecido. Aí a gente pira, sei de gente que acordou chorando, porque achava que matara alguém querido. Uma amiga, no dia 1º de janeiro, sonhou que estava encharcada de sangue, sentiu até o cheiro, pensou em doença, doentes na família e começou a se preparar para um ano difícil.

Às vezes, as imagens são “surreais”, oníricas mesmo e a gente não da bola, um amigo nestes dias sonhou que a Ivete Sangalo fazia um show num porta-aviões, ela derrubava o chapéu e daí o pegava no chão, três vezes, na 3ª, o chapéu foi para o mar e ela correu atrás dele.

Gosto da ideia de que enquanto dormimos, aproveitando que a parte consciente da mente dorme, o inconsciente se comunica conosco pelos sonhos. A parte consciente da nossa mente nos permite o funcionamento cotidiano, estudar, trabalhar etc., no entanto, fica repleta de ruídos ou tão cheia de regras e verdades que se fecha, inclusive, se fecha àquilo que sentimos… No sonho, numa linguagem simbólica, a linguagem dos arquétipos coletivos, como diria Jung, essa parte profunda de nós mesmos, nossa alma conversa conosco. Ocorre que a gente na maior parte das vezes nós não entendemos essa linguagem, pensamos que se trata de algo literal e até nos assustamos com as imagens que aparecem. Gostaríamos de esquecê-las, só que, quando menos esperamos o sonho volta. Putz.

Os sonhos nos falam do que nos ocorre e não “vemos”, mas fica lá nas profundezas registrado. Os mais doloridos, regra geral, são avisos, “preste atenção aqui!” , “não vá fazer bobagem de novo!”, “não durma no ponto!”

Eu passei anos me segurando, numa noite, sem saber como, me soltei dos rochedos, não é que não caí? Flutuei. Experimentei uma sensação muito boa, o sonho jamais se repetiu. Descobri que o abismo representa o campo das forças desconhecidas do inconsciente, do potencial que jaz adormecido e que precisa de resgate.

Para mostrar como a imagem nunca é literal, faremos um passeio –bem superficial, diga-se- pelos símbolos anteriormente citados. O sangue, um elemento extremamente precioso e potente, apresenta, como tudo, inúmeros significados, cito alguns: essência da vida e força vital da pessoa, corresponde à própria vida da alma. O derramamento de sangue simboliza um potencial de vida que demanda ser vivido.

A morte representa um fim. No sonho, dificilmente será uma morte física, regra geral, significa o fim de uma etapa, ou seja, uma grande transformação. Depois que descobri isso, esse sonho não me assusta mais.

Já a Ivete Sangalo, aí depende daquilo que ela significa para o sonhador…

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Jung e as quimeras de nossa civilização

Nestes últimos tempos,ando lendo um escrito autobiográfico do Jung, Memórias, sonhos e reflexões, buscando entender um pouquinho da personalidade humana na vida de um de seus mestres. Hoje li este trecho que me parece apropriado para o momento:

“Tanto nossa alma como nosso corpo são compostos de elementos q já existiam na linhagem dos antepassados. O “novo” na alma individual é uma recombinação, variável ao infinito, de componentes extremamente antigos. Nosso corpo e nossa alma têm um caráter eminentemente histórico e não encontram no “realmente-novo-que-acaba-de –aparecer” lugar conveniente, isto é, os traços ancestrais dó se encontram parcialmente realizados. Estamos longe de ter liquidado a Idade Média, a Antiguidade, o primitivismo e de ter respondido às exigências de nossa psique a respeito deles. Entrementes, somos lançados num jato de progresso que nos empurra para o futuro, com uma violência tanto + selvagem, quanto + nos arranca de nossas raízes. (…) Mas é precisamente a perda de relação com o passado, a perda das raízes, que cria um tal mal-estar na civilização”, a pressa que nos faz viver + no futuro, com suas promessas quiméricas de idade de outro, do q no presente, que o futuro da evolução histórica ainda não atingiu. Precipitamo-nos desenfreadamente para o novo, precipitados por um sentimento de mal-estar, de descontentamento, de agitação.” (…)

Apropriado, uma vez que estamos às vésperas do dia que recordamos os nossos antepassados, mas não só por isso, porque vivemos em sociedades que celebram o novo e o futuro, perdendo o presente, bem como os ensinamentos dos velhos e do passado.

 

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